O que é custo logístico e como reduzi-lo

Saiba o que é custo logístico na prática, o que cada um representa no supply chain e como a tecnologia ajuda a reduzir seus impactos.

De acordo com um levantamento em 2018 do Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, o custo logístico representa pouco mais do que 13% das receitas das empresas brasileiras.

Além disso, o relatório aponta que os setores que mais sentem esses gastos são, respectivamente, as indústrias de bens de capital (23%), a Construção Civil (21%) e a Mineração (15%). Todo esse cenário é considerado acima da média ponderada em relação aos demais setores da economia.

Vale também destacar que o custo logístico no Brasil representa cerca de 12% do PIB nacional contra uma média de 8% em relação aos Estados Unidos. Nessa comparação entre os dois principais representantes econômicos das Américas, a pesquisa conclui que o nosso país perde aproximadamente 83 bilhões de dólares por ano por conta desses gastos com logística.

Mas afinal, o que compõem o custo logístico de uma empresa? Como eles influenciam nesse cenário nacional? E quais alternativas as empresas têm para minimizá-los?

Tudo isso e muitas outras dicas é o que abordaremos ao longo do texto. Vamos conferir?

O que é custo logístico na prática?

Muito diferente do que alguns gestores imaginam, definir custo logístico não se resume apenas em separar gastos da receita! Pelo contrário! Qualquer operação de transporte e armazenagem engloba uma série complexa e detalhada de processos, que nem sempre é considerada dentro dos controles da gestão. Seja por descuido, seja por incapacidade gerencial!

O fato é que, hoje, falar de gestão logística inevitavelmente nos leva a uma necessidade tecnológica e operacional de toda a cadeia de suprimentos. Em outras palavras, é praticamente impossível gerir de forma eficiente e se tornar competitivo sem possuir ferramentas e metodologias específicas sobre suas operações.

Visto isso, podemos até definir custo logístico como qualquer gasto que entra na conta da empresa durante alguma – ou algumas – etapas do supply chain, desde o recebimento dos insumos nas docas do armazém, até a entrega na porta do cliente final.

Entretanto, como mensurar isso? Qual o peso real desses gastos em cada processo da cadeia de suprimentos? Qual a representatividade de cada gasto dentro das finanças de sua empresa?

É exatamente isso que representa a principal dificuldade das empresas ao tentarem mensurar seus custos logísticos na prática. Ou seja, a ideia não é simplesmente explicar que transportes, combustíveis, pedágios, perdas de estoque, mão de obra e outros inúmeros fatores envolvem gastos nas operações, mas sim, tentar entender qual o real impacto que eles representam em suas operações.

E para isso, indiscutivelmente, o papel da tecnologia aplicada à gestão logística se faz imprescindível nos dias de hoje. É o que veremos com mais detalhes ao longo do artigo!

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Quais são, de fato, os custos logísticos de uma empresa?

Reforçamos a ideia de que definir custo logístico de uma empresa não segue um modelo padrão, como uma receita de bolo. Cada operação engloba especificidades e características diferentes, além do cenário externo tem influência direta sobre elas.

Por exemplo, um e-commerce internacional certamente terá custos operacionais diferentes de uma indústria regional, que atende determinado nicho de mercado. No entanto, ainda que operem com modais distintos e cenários completamente opostos, o fato é que uma gestão logística eficiente é indispensável, qualquer que seja o tamanho, área de atuação ou estratégia da empresa.

Nesse sentido, destacamos alguns dos fatores comuns na maior parte das empresas e que, sem dúvidas, representam os principais custos logísticos de qualquer operação. Confira!

Custo logístico externo

Podemos considerar custo logístico externo tudo aquilo que engloba gastos para a empresa no ambiente de logística outbound, ou seja, ao longo da distribuição dos produtos.

Em média, isso costuma representar 60% de todos os gastos de uma operação e, na maior parte das vezes, a principal parcela de custos está atrelada a gestão de frotas.

A seguir, separamos uma pequena lista de cada custo logístico externo e sua representatividade média dentro das entregas.

Caminhões (40%)

Os veículos da empresa detêm, disparados, o principal custo logístico dentro do cenário da logística outbound. Evidentemente, há muitos fatores envolvidos nisso, desde a distância e qualidade das estradas utilizadas, até os cuidados dos motoristas para a conservação do patrimônio.

De uma forma geral e objetiva, podemos incluir dentro desse custo logístico as seguintes circunstâncias quem contribuem para a sua composição:

  • manutenção preventiva do veículo;

  • idade dos veículos;

  • qualidade dos trajetos;

  • práticas de condução e conservação;

  • respeito à capacidade operacional do veículo.

Assista ao vídeo abaixo sobre a gestão de transportes: como vencer os desafios diários.

Combustíveis (40%)

Dentro da categoria “transporte”, os combustíveis também representam, em média, 40% do custo logístico de uma operação externa. Aqui, também precisamos levar em consideração fatores externos como a distância percorrida, o aproveitamento do veículo e os preços praticados pelos postos.

No entanto, paralelo a isso, cabe à gestão de frotas também saber agir e, principalmente, deter de ferramentas próprias para minimizar esse gasto na prática, como um TMS (Transportation Management System).

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Pessoal (15%)

A mão de obra também representa uma parcela significativa do custo logístico externo de uma empresa.

Assim como citamos no tópico anterior, o papel de uma gestão de frota capacitada e bem planejada se faz necessário para buscar minimizar esse custo também. Afinal, por meio de ferramentas tecnológicas para roteirização e monitoramento das entregas, as operações tendem a ser mais otimizadas, reduzindo assim necessidades de pernoites, definindo melhor as equipes, números de ajudantes etc.

Pedágios (5%)

Por fim, outro custo logístico externo – quase sempre presente nas operações – é o pedágio. Por se tratar de um valor extra gerencial, ou seja, que não cabe à empresa defini-lo, a alternativa é buscar diluí-lo no preço dos produtos.

Mais uma vez uma gestão de frotas eficiente pode permitir sua empresa se tornar ainda mais competitiva nesse quesito. Por exemplo, se você consegue melhorar o aproveitamento dos seus caminhões, reduzir outros custos operacionais e otimizar suas entregas, o valor dos pedágios pode se tornar quase que imperceptível ao ser diluído em uma distribuição bem planejada

Custo logístico interno

Assim como abordamos os principais custos logísticos externos, é preciso levar em consideração também a outra parte da cadeia: chamada intralogística ou logística inbound.

Na prática, essas etapas envolvem desde a chegada dos materiais no armazém, passando pela armazenagem e picking, até finalmente sua expedição e carregamento para entrega.

Em geral, esses processos internos representam 40% do custo logístico de uma operação. No entanto, apesar de “pesarem” menos que o transporte como vimos acima, a complexidade de gestão de um estoque torna esse controle ainda mais desafiador.

Da mesma forma que o TMS é ferramenta indispensável para o gerenciamento externo, o WMS (Warehouse Management System) se torna imprescindível quando o assunto é gestão de armazéns.

Abaixo, também separamos os principais custos logísticos que mais representam essa etapa interna de uma cadeia de suprimentos. Confira!

Pessoal (70%)

Entre todos os custos logísticos internos, a mão de obra é o que mais pesa para a gestão de uma empresa. Em média, 70%!

Por isso, em tempos de logística 4.0, tanto se fala na automatização de processos na gestão de estoques e na necessidade de implementação de ferramentas e maquinários dentro dos armazéns.

Vale destacar que essa transformação digital não significa substituir a mão de obra humana por soluções tecnológicas, mas sim de otimizar o trabalho dessas equipes e integrar todos os fluxos da cadeia de suprimentos.

Ou seja, investir em tecnologia no supply chain visa reduzir custos logísticos comuns em operações manuais, otimizar o controle de processos, minimizar erros e gargalos operacionais, entre outros.

Aluguéis (10%)

Os aluguéis também representam uma boa parcela do custo logístico interno de uma empresa e, nem sempre, são efetivamente necessários.

Já imaginou, por exemplo, abrir mão dos custos de um armazém terceirizado, caso fosse possível simplesmente otimizar suas entregas?

Métodos como o Crossdocking, por exemplo, permitem minimizar consideravelmente a necessidade de estoques e armazéns. Para isso, mais uma vez, é necessário planejamento e organização por parte da gestão, e o uso de tecnologias avançadas como o WMS é o primeiro passo para estratégias como essa.

Avarias e perdas de produtos (8%)

Reduzir perdas e avarias no estoque é um desafio grande para qualquer gestão. No entanto, hoje, a tecnologia é a melhor aliada nesse controle.

Um sistema WMS permite identificar, endereçar, rastrear e localizar qualquer item cadastrado em seu armazém de forma prática e rápida, graças ao uso de códigos de barras, RFID e coletores de dados.

Isso permite, por exemplo, categorizar seus produtos por características, como tipo de SKU, números de lotes, datas de validades, nome do fornecedor, entre outras inúmeras possibilidades.

Isso garante um controle muito mais apurado, evita desperdícios, melhora a qualidade da armazenagem e reduz os riscos e custos de perdas e avarias dentro da cadeia de suprimentos.

Equipamentos (4%)

Empilhadeiras, porta-pallets, esteiras, entre outros equipamentos são indispensáveis dentro da logística interna de uma empresa. No entanto, o uso eficiente dessas ferramentas é que vão definir seu custo logístico no armazém.

Para isso, novamente o sistema WMS apresenta um papel importante, tendo em vista a capacidade de otimização e integração dos processos de supply chain.

Por exemplo, um picking inadequado, muito além de gerar mais tempo, também envolve retrabalhos e o uso repetido de maquinários. Um armazém mal organizado também pode dificultar a localização de determinado item nas prateleiras e, consequentemente, requerer mais viagens e consumos dos operadores e empilhadeiras pelo estoque.

Com a otimização do WMS, todos esses processos passam a ser integrados, reduzindo custos, tempo e trabalho em todas as etapas da cadeia.

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Na prática, como sistemas TMS e WMS possibilitam reduzir o custo logístico da empresa?

Como bem vimos até aqui, os sistemas TMS e WMS se destacam como as principais soluções tecnológicas para a redução de custos logísticos externos e internos, respectivamente.

Certamente, o Brasil ainda depende muito de políticas públicas e investimento no setor logístico para se tornar uma referência internacional. No entanto, hoje, a crescente implementação dessas tecnologias já tem permitido transformar significativamente as operações de diversas empresas no país.

E isso inclui pequenos e médios negócios, tendo em vista que há soluções modulares e personalizáveis às necessidades de cada empresa.

Mudar o cenário que vimos no início do texto e tornar o custo logístico cada vez menor e menos impactante nos negócios depende de estratégias e ações dos gestores em relação às suas operações. E, sem dúvidas, o investimento em tecnologias como o TMS e o WMS é fator indispensável para isso!

Conheça algumas das principais vantagens de cada um desses softwares logísticos:

Transportation Management System (TMS)

O sistema TMS permite otimizar o gerenciamento de frotas próprias ou agregadas da empresa, gerando controle total das entregas, reduzindo custo logístico e aumentando a eficiência das operações.

Entre as principais funções e soluções propostas pelo sistema TMS, vale destacar:

  • organização das pré-viagens;

  • controle total de fretes e despesas;

  • acertos com motoristas

  • gestão de recibos, adiantamentos e devoluções;

  • emissão de ordens de coletas;

  • gestão de custos de veículos e fracionamento de carga;

  • manifesto de fretes;

  • autorização de serviços e compras;

  • imposto de renda;

  • controle sobre disponibilidade de veículos;

  • controle de engate e desengate;

  • gestão de portaria.

Warehouse Management System (WMS)

O mais completo e avançado software para gestão de armazéns permite a empresa otimizar e integrar cada etapa do supply chain, desde o recebimento de produtos, até o carregamento nos caminhões.

Entre as funcionalidades e soluções propostas por um sistema WMS, destacam-se:

  • controle de portaria;

  • agendamento de recebimentos;

  • gestão de armazenagem;

  • convocação ativa (LMS);

  • endereçamento, movimentação e rastreamento interno;

  • expedição;

  • inventários;

  • picking e pick-by-voice;

  • reabastecimentos;

  • informações e dados gerenciais;

Em resumo, essas são algumas dicas e informações úteis sobre o que compõe o custo logístico interno e externo de uma empresa e como o uso da tecnologia tem se tornado uma solução indispensável para a sua minimização. Como bem destacamos ao longo do artigo, tanto a gestão de frotas, como a gestão de estoque são fatores fundamentais nesse cenário e, muito além de capacidade técnica e experiência profissional, a implementação de ferramentas como o TMS e o WMS são imprescindíveis para a eficiência e sucesso de qualquer operação desse tipo.

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OnBlox é uma empresa de desenvolvimento de softwares para gerenciamento logístico.

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