Custo de estoque: quais são e como calcular?

Os gastos na sua empresa precisam ser devidamente controlados não só para gerar economia, mas também para que você tenha como fazer dos registros um diferencial para o seu empreendimento. Organizações que exercem esse controle conseguem ter muito mais capacidade para se adaptar às novas exigências, sempre que elas acontecem. Por isso, faz sentido ir mais fundo nesse tema, considerando o custo de estoque.

A realidade é que trabalhar bem com o estoque faz toda a diferença, principalmente para empresas de médio e grande porte. Identificar os produtos rapidamente para fazer as entregas o quanto antes, registrar de acordo com suas especificidades, entre outros, são apenas alguns dos motivos que fazem o estoque ser tão importante.

A seguir, além de saber o essencial sobre custo de estoque, veja também quais são seus diferentes tipos e as melhores formas de lidar com ele. Acompanhe.

O que é o custo de estoque

A soma dos diferentes gastos que envolvem o estoque é chamada de custo de estoque empresarial. Assim, trata-se de despesas referentes à armazenagem.

É possível chegar a esse valor a partir de um cálculo simples. Neste caso, é preciso classificar os custos empresariais envolvendo processamento, armazenagem e carregamento, entre outros. Uma vez levantados todos os custos, você precisa fazer a soma de 3 variáveis, que no caso são os custos que sua empresa tem com:

  • os pedidos;

  • os ajustes e;

  • a manutenção do estoque.

Isso quer dizer que, para chegar ao custo de estoque, é preciso considerar todos os custos envolvidos nas ordens, tudo aquilo que envolve os ajustes em uma empresa com um ambiente de produção e, por fim, os custos envolvendo gastos de capital, espaço, bem como os riscos existentes.

Consequentemente, a fórmula do cálculo será:

"Custo de Estoque Total = Custo do pedido + Custo Total de Ajuste + Custo de Estocagem".

A ideia é que esse cálculo seja feito para que você tenha uma maior precisão em relação ao seu gerenciamento logístico, já que ele permite simplificar os processos e otimizar as atividades.

A dificuldade de calcular o custo de estoque

O fato é que a contabilidade regular não tem como oferecer uma projeção confiável a respeito do quanto a empresa investe no estoque. Assim, confiar somente nela para conhecer a fundo o custo de estoque é um erro comum.

É nesse sentido que trabalhar com a medição do custo de estoque é um diferencial, pois isso permite que a sua empresa seja uma das poucas ou talvez a única no mercado que consegue controlar esse tipo de custo do jeito certo.

Como gestor de uma empresa que depende da funcionalidade do estoque é importante entender que nem sempre aquilo que aparece nos registros contábeis reflete o verdadeiro custo de estoque, já que outros elementos precisam ser considerados além dos itens adquiridos e das mercadorias que a empresa vende. É necessário avaliar impactos com gerenciamento, manutenção, perdas, entre outros.

→ Assista ao MáximaCast abaixo e saiba como reduzir custos com avarias e devoluções de mercadorias. 

Sem uma atenção especial a isso, dificilmente será possível entender os reais custos que o estoque traz e fazer da sua gestão algo eficiente.

Os tipos de custo de estoque

Para que essa conta dê certo é preciso que você considere os diferentes custos que podem aparecer relacionados ao estoque. Entre eles estão os custos de pedido, os de manutenção e os de falta.

Os custos de pedido são os custos administrativos que surgem sempre quando há compra de mercadoria. É o tempo que o colaborador leva para fazer a requisição ou ainda, a gestão da documentação necessária. Vale lembrar que, em relação a isso, procurar uma maior eficiência operacional é algo que pode diminuir de maneira significativa esse tipo de custo.

Já os custos relacionados à manutenção representam, basicamente, tudo aquilo que a sua empresa precisa investir para manter determinada quantidade de mercadorias por um período estabelecido. Assim, eles podem ser o custo de espaço, por exemplo, como o aluguel, o custo de pessoal, como o salário de um colaborador, e o custo de seguro, que existe quando serviços contra incêndio e roubo são contratados.

Por fim, existem os custos por falta. Neste caso, eles aparecem quando há demanda por determinado item em falta no estoque, podendo ser custos de vendas perdidas ou custos de atrasos.

A diferença entre eles é que no primeiro caso o custo é o lucro que não vem e, possivelmente, o efeito de uma venda não concretizada no futuro da organização. Já no segundo, o custo de atraso ocorre quando o cliente pede um produto que não consta no estoque, fazendo com que a empresa tenha que ir atrás de uma solução de repente.

Vale a pena ter atenção especial à origem de cada custo de estoque, pois isso permite que você trabalhe com abordagens diferentes dependendo da necessidade. Assim, caso identifique custos por falta, por exemplo, você pode atuar com uma abordagem diferente na aquisição de insumos para garantir que o problema seja resolvido.

Já no caso do custo com manutenção, a solução está na forma como você entende a sua estrutura para investir de acordo com o que é mais indicado para ela.

Porque fazer esse controle em relação ao estoque

Sabendo quanto você gasta com o estoque da sua empresa, fica mais fácil inserir esse setor tão importante dentro do seu planejamento. Assim, todas as medidas adotadas podem ser colocadas em prática em conformidade com as necessidades reais da sua empresa tanto em termos de produção quanto de retorno financeiro.

Pense na seguinte situação: supondo que o valor total do seu estoque seja de 1 milhão de Reais e você tenha os seguintes custos:

- 15% de capital;

- 110 mil de armazenagem;

- 50 mil de obsolescência;

- 2% de seguro.

Neste caso, o custo de estoque será o correspondente a 320 mil, ou 32% do valor do estoque.

Entendendo essa informação, você pode inserir esse custo nas suas projeções e tornar as estratégias para a sua empresa muito mais compatíveis com aquilo que ela realmente pode alcançar no período em questão.

Em resumo, o custo de estoque é um meio racional de começar a lidar de maneira criteriosa com o estoque empresarial.

Como fazer os registros de custo de estoque

É importante que você tenha uma prática que permita à sua empresa levantar os dados referentes ao estoque, até porque eles podem ser de diferentes tipos e compreender essa natureza será fundamental na hora de fazer os cálculos.

Nesse sentido, nada mais indicado do que manter as informações atualizadas sobre os níveis do estoque, já que a manutenção desses níveis dentro do esperado é fundamental para reduzir os custos, além de permitir que as análises a serem feitas não corram o risco de apresentar dados em desacordo com a realidade do negócio.

Uma boa maneira de se fazer isso é com a realização periódica de inventários. Dessa forma você terá como acompanhar as vendas e ver como essas movimentações interferem no estoque em tempo real, facilitando a reorganização dos ativos com maior facilidade.

Em resumo, a lógica é entender que existem diversos fatores que geram impacto no custo de estoque da sua empresa. Portanto, a melhor maneira de controlar isso é agindo preventivamente e de maneira sistemática, não só para facilitar os cálculos, mas também para reduzir a incidência de erros humanos no trabalho com as matérias-primas.

Como reduzir o custo de estoque

Entendendo o custo que a sua empresa tem com o estoque, basta você estimar se isso está dentro ou fora daquilo que considera como sendo o ideal para seus negócios. Caso pretenda reduzir essa despesa, vale a pena considerar algumas estratégias como a adoção das chamadas queimas de estoque.

Neste caso, avalie se a demanda justifica a quantidade de itens em armazenamento para que o investimento traga retorno. Em caso negativo, estabeleça um nível de estoque máximo e crie meios para que esse limite jamais seja atingido. Neste processo, as queimas de estoque entram quando o custo tende a ficar elevado demais.

Além disso, a informatização também deve ser considerada, já que um sistema mais sofisticado permite que você apenas lance as informações para que ele as registre e armazene adequadamente, tornando a informação um elemento essencial no controle do seu estoque.

Por fim, não deixe de trabalhar com um espaço de armazenagem adequado, pois empresas que não se preocupam com isso costumam apresentar problemas como danos que reduzem a vida útil dos insumos.

Se você deposita os itens em ambientes cujo acesso é complicado e apresenta problemas estruturais, cuide para amenizar esses riscos pois, além de afetarem os produtos, eles podem também ser danosos para a saúde da sua equipe e para as finanças do seu negócio.

Além disso, prepare sua equipe de colaboradores para que suas ações sejam feitas de maneira padronizada. Assim você diminui a incidência de erros e garante um melhor trabalho com o estoque.

O giro do estoque e a importância de pensar nele

É preciso entender o giro do estoque da sua empresa e atuar na busca pelo equilíbrio ideal entre o que ela compra e o que vende. É esse entendimento que fará com que você amenize ou até elimine os prejuízos financeiros do seu negócio.

Produtos que dificilmente saem, itens que ficam encalhados, ocupando espaço no estoque e estagnando o capital de giro são tão problemáticos quanto produtos que começam a ser procurados de uma hora para outra quando a sua empresa não está preparada para a demanda.

De qualquer forma, é na sua capacidade de previsão que deve estar a base para a criação de estratégias alinhadas com a realidade da sua empresa. Assim a rotatividade se dá de acordo com as expectativas e você tem como administrar melhor a sua empresa.

A ideia é que o estoque não fique parado, de maneira que o recomendável é que você crie meios para evitar esse problema. Soluções como promoções programadas e vendas combinadas são excelentes para que você tenha como eliminar o excedente e se reorganizar em função das demandas.

→ Clique aqui e veja 3 dicas para resolver o problema de estoque parado

Vale lembrar que você também pode criar ofertas direcionadas para clientes em potencial. Em resumo, o mais importante é pensar em estratégias para garantir o giro adequado do estoque.

Além disso, você deve criar uma política de reposição que seja adequada para o tipo de mercado onde você atua. Peças e materiais precisam ser substituídos de acordo com uma lógica. Aqui, o mais importante é você ser capaz de estabelecer critérios para não correr o risco de comprar produtos com baixa saída e que tendem a ficar parados por mais tempo. Da mesma forma, é importante observar quais são os itens com maior demanda e investir de acordo com sua tendência de saída.

A importância de fazer o controle de estoque do jeito certo

No geral, a sua empresa não depende somente da reposição dos produtos para ocupar seu espaço no mercado. É preciso considerar uma variedade muito grande de elementos para garantir que os procedimentos sejam feitos adequadamente.

A questão é que o estoque é peça-chave nesse quebra-cabeças que pode ser a lógica empresarial. Sem uma devida atenção a ele, pode ser que você faça tudo certo, mas, mesmo assim, acabe ficando para trás de concorrentes mais organizados.

Nesse sentido, a regra básica é controlar o estoque com critérios, de maneira a transformar as informações que ele gera em elemento fundamental para a sua estratégia. E o mais interessante é que, contando com a boa orientação e os recursos certos, a sua equipe pode fazer isso de maneira até facilitada.

Comece se organizando para tanto. O primeiro passo é planejar a gestão do estoque, considerando as ferramentas que poderão ajudar você a simplificar o processo. A partir de então será possível realinhar as ações e preparar sua equipe para uma abordagem mais racional, desenvolvida para gerar resultados. Somente assim você pode transformar o estoque em um aliado no seu crescimento empresarial.

Por fim, controlando o custo de estoque na sua empresa, você também atua na saúde financeira dela. Conheça também os tipos de estoque e saiba qual é o ideal para o seu projeto.

 

OnBlox é uma empresa de desenvolvimento de softwares para gerenciamento logístico.

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