Como calcular a depreciação de veículos da sua frota?

Saiba como calcular a depreciação de veículos em sua frota e como a tecnologia se faz fundamental nesse processo.

Entre os inúmeros desafios de uma gestão logística eficiente, minimizar a depreciação de veículos da frota sempre se destaca como uma das tarefas mais difíceis e variáveis de se controlar. Afinal, são vários os fatores responsáveis por esse processo, e nem sempre cabe apenas aos gestores saber administrá-los.

O fato é que, naturalmente, assim que um veículo sai da concessionária, ele já perde seu valor de mercado. No entanto, a questão é buscar entender melhor essa dinâmica e, em especial, criar alternativas, cuidados e estratégias que permitam prolongar ao máximo esse a valorização do patrimônio.

E será que sua empresa consegue mensurar isso de forma eficaz? E o melhor, será que toda a equipe tem contribuído para que a depreciação de veículos cause menos impactos em suas rotinas?

Pensando justamente em esclarecer esses pontos e trazer dicas valiosas para a sua gestão de frotas, preparamos este post completo e bem detalhado de como reduzir riscos, custos e dores de cabeças com a depreciação dos veículos, otimizando seus controles internos. Acompanhe.

Em primeiro lugar, o que define a depreciação de veículos da frota?

Como vimos, a partir do momento em que o veículo deixa a concessionária, automaticamente ele perde um pouco de valor original, e isso tem continuidade conforme seu uso rotineiro.

Em uma explicação mais técnica, o termo depreciação tem a ver, literalmente, com a perda de preço ou desvalorização de qualquer bem, incluindo os carros de sua frota. Nesse caso em especial, levantamentos chegam a apontar que os veículos podem desvalorizar até 20% na hora da revenda em relação ao seu valor de compra.

Quando trazemos isso para dentro de um cenário corporativo, no qual estamos lidando com números maiores de patrimônios, o impacto pode ser grande e até irreversível para muitos negócios.

Logo, estar atento à depreciação de veículos de sua frota não se limita apenas a uma questão de saber quando e como renovar os automóveis da empresa, mas também passa a ser uma estratégia fundamental para a gestão sempre manter a saúde financeira do negócio estável e com menos riscos.

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Quais os indícios precisam ser levados em consideração pela gestão?

Não há uma receita pronta e perfeita para uma gestão de frotas eficientes. Cada empresa precisa entender e reconhecer suas características e especificidades para realizar suas análises e traçar as melhores estratégicas que convêm à sua realidade.

O que podemos destacar é que, hoje, há inúmeras ferramentas e soluções tecnológicas que permitem mensurar melhor essas informações e, consequentemente, facilitam as tomadas de decisões dos gestores no dia a dia.

Entretanto, independentemente do tamanho ou atuação de seu negócio, diversos aspectos podem ser considerados comuns na hora de analisar a depreciação de veículos de sua frota. São eles:

Idade do veículo

Modelos mais antigos costumam consumir mais do que os modernos, de uma forma geral. Isso inclui custos com combustíveis, manutenções, óleo, peças etc.

Além disso, o tempo de uso prolongado desses veículos (em especial, sem seguir boas práticas) tendem a acarretar uma demanda maior de gastos, consertos e problemas mecânicos.

Por isso, é muito comum entre empresas a criação de políticas de trocas dos veículos, considerando uma idade média como a ideal para a revenda.

Ou seja, a cada 5, 8 ou 10 anos, por exemplo, o caminhão será substituído, ainda que ele esteja operando normalmente.

Para se chegar ao prazo mais adequado nesse sentido, recomenda-se levantar dados de consumo de cada veículo, avaliar o desempenho de acordo com a idade e os custos médios das operações. Com isso, reforçamos o que dissemos no início, de se basear a gestão de frotas em ferramentas e soluções tecnológicas que ofereçam tais informações e controles frequentes.

Aproveitamento dos veículos

Outro fator indispensável que precisa ser levado em consideração na análise de depreciação de veículos da frota é o aproveitamento desses carros no dia a dia. Afinal, caminhões, vans e utilitários têm capacidades limitadas de peso e características específicas de uso, conforme indicações dos fabricantes.

Não levar isso em consideração pode acelerar a desvalorização dos veículos e trazer mais problemas do que soluções durante as operações.

Sendo assim, respeite as orientações das montadoras, evite sobrecarregar veículos e não extrapole as limitações do automóvel.

Boas práticas de condução

Veículos novos e sempre em manutenção nem sempre é culpa do fabricante! Más práticas de condução, conservação inadequada e pouco controle sobre o uso do patrimônio também são fatores de depreciação e, portanto, devem ser levados em consideração na gestão de frotas.

Como seus motoristas conduzem? Sua empresa tem alguma política de frotas? Há treinamentos e orientações claras entre as equipes? Os problemas são iguais com todos os condutores?

Enfim, busque se perguntar isso e desenvolva soluções internas que visem melhorar a conservação e as boas práticas de condução entre seus funcionários.

Manutenções preventivas

Outro fator de suma importância para minimizar o processo de depreciação de veículos na frota é manter um cronograma de manutenções preventivas.

Para isso, o papel da gestão de frotas e o uso de tecnologias próprias para isso se tornam fundamentais para um controle mais apurado e eficiente das manutenções.

Consumo de combustível

Por fim, o consumo de combustível é outro indício indispensável na gestão de frotas e que está totalmente ligado a depreciação de veículos.

No entanto, para controlar esse custo de forma eficiente é fundamental acompanhar as operações de perto, de forma personalizada por caminhão ou motorista, mensurar detalhes mínimos desde as distâncias exatas percorridas até a litragem consumida em cada trajeto.

Mais uma vez, o uso da tecnologia tem papel imprescindível nessa gestão e permitirá levantar dados muito mais exatos do que qualquer tentativa de controle manual ou operacional.

Clique aqui e confira 8 dicas infalíveis para reduzir o consumi de combustível da sua frota!

E quais os impactos da depreciação de veículos no negócio?

Como vimos até aqui, não é possível reverter a depreciação de veículos ou gerar lucro sobre a revenda do patrimônio já utilizado nas operações.

No entanto, o papel dos gestores da empresa é buscar minimizar esse processo e reduzir, ao máximo, os custos e impactos que ele traz para o negócio. Ou seja, a ideia é usufruir da melhor forma possível do automóvel e, ao fim de seu prazo útil, conseguir desfazê-lo com uma margem satisfatória para o financeiro.

Levando em consideração os indícios que vimos no tópico anterior, já é possível ter uma ideia melhor de como avaliar a hora certa de trocar de frota. Caso contrário, os impactos dessa demora podem acarretar as seguintes consequências:

  • perda de desempenho operacional do veículo;

  • aumento de custos com manutenção;

  • veículos parados e inutilizados no pátio;

  • redução da capacidade logística da empresa;

  • aumento do consumo de combustíveis, óleos, peças etc.;

  • desvalorização do preço de revenda;

  • riscos maiores de acidentes, quebras e atrasos nas entregas.

E como calcular a depreciação de veículos da empresa?

Há diferentes metodologias para isso, porém, nem sempre as empresas as seguem na prática e preferem apostar em períodos exatos ou quilometragens atingidas para substituir os carros.

No entanto, estamos aqui falando de gestão eficiente de frotas e, portanto, não há lugar para “chutes”. A seguir, destacamos duas maneiras distintas de se avaliar, monitorar e realizar o cálculo para depreciação de frotas de forma mais eficiente e estratégica. Confira!

Cálculo contábil de depreciação

Entre as duas formas mais comuns de se calcular a depreciação de veículos na empresa, a primeira que abordaremos será com base em um cálculo contábil.

Este método é realizado por meio de normas contáveis e com regras definidas pela Receita Federal. Muito provavelmente, seu contador deve conhecer ou até mesmo já fazer o cálculo para a sua empresa para fins de tributação.

Com isso, a Receita estabelece um percentual médio de quanto seus veículos depreciam a cada ano e qual será o seu valor residual. A seguir, listamos esses dados:

  • depreciação de veículos de cargas gerais – 20% ao ano;

  • período de depreciação de veículos de cargas gerais – 5 anos;

  • valor residual – 20%.

Para entender melhor como esse cálculo é feito na prática, vamos a um suposto exemplo: sua empresa adquiri um caminhão zero Km por R$ 55.100,00. De acordo com as regras estabelecidas acima, esse mesmo veículo sofrerá uma depreciação de 80% no prazo de 5 anos, já que o seu valor residual será de 20%.

Sendo assim, teoricamente ele perderia R$ 44.080,00 nesse período ou R$ 8.816,00 a cada ano utilizado. Considerando um controle mensal, isso reflete em R$ 734,67 de desvalorização a cada mês.

Achou muito? De fato, dificilmente esses valores são postos em prática no mercado, apesar de estabelecidos pela Receita. O fato é que o cálculo contábil serve apenas para se ter se ter uma noção da depreciação, mas se considera muito mais o valor da desvalorização mensal do que o seu valor residual.

Esse valor aproximado de R$ 750 mensais é o que a sua empresa deve ter em mente na gestão de frotas e reservá-lo para eventuais manutenções e conservação do patrimônio, o que fará aumentar o seu prazo e valor ao longo desses anos.

Cálculo gerencial de depreciação

Já o método de cálculo gerencial de depreciação de veículos é muito mais simples, prático e útil do que o anterior, sendo esse último, como vimos, mais indicado para controles fiscais e contábeis.

No cálculo gerencial, as contas que precisam ser levadas em consideração são basicamente as seguintes:

  • o valor de compra do veículo;

  • o prazo de utilização;

  • o valor de venda do mesmo.

Esses valores, em especial o preço de compra e o tempo de utilização são fáceis de serem levantados em uma gestão de frotas por meio de documentos e controles internos. Já o valor ideal de venda pode ser consultado, como base, a Tabela FIPE.

Sabendo disso, voltamos a um outro suposto exemplo prático.

Imagine que sua empresa adquire um caminhão novo no mesmo valor estimado pela FIPE, sendo o total de R$ 57.522,00 e com um prazo de uso de 3 anos exatos.

A partir dessas informações, você consegue ter uma ideia de quanto a própria tabela estima em relação a depreciação de veículos no país.

Para isso, basta pesquisar o mesmo modelo e suas características na tabela, considerando a data de fabricação 3 anos antes. Feito isso, supomos que o valor encontrado tenha sido de R$ 47.242,00.

Sendo assim, chegamos aos seguintes dados:

  • preço de compra do veículo – R$ 57.522,00;

  • preço de venda estimado – R$ 47.242,00;

  • período de utilização – 03 anos (ou 36 meses).

Feito esse levantamento básico, o cálculo gerencial de depreciação de veículos em sua frota pode ser calculado da seguinte forma:

  • 57.522,00 – 47.242,00 = 10.280,00

  • 10.280,00 / 36 = 285,56

Logo, a depreciação desse patrimônio dentro do prazo dos 3 anos de utilização será de R$ 10.280,00 ou de R$ 285,56 a cada mês.

Apesar desses diferentes formatos, lembre-se que a depreciação de veículos nunca seguirá um cálculo exato e há inúmeras variáveis para isso, conforme abordamos ao longo do texto.

E como minimizar a depreciação de veículos em sua frota na prática?

Sabendo agora como calcular a depreciação de veículos e, principalmente, reconhecer os principais indícios e impactos para tal processo, cabe aos gestores de frotas buscarem estratégias e boas práticas para minimizar a velocidade dessa desvalorização contínua.

Para isso, há diferentes dicas e conselhos úteis que podem tornar sua gestão mais eficiente. A seguir, destacamos algumas delas.

Política de frotas

Elabore uma política interna sobre orientações, boas práticas, cuidados e, inclusive, penalizações em relação ao uso inadequado do automóvel.

Muito mais do que um ativo, o carro é um patrimônio de toda a empresa e, portanto, precisa ser conservado e ter seu uso bem aproveitado em suas funções.

Treinamentos

Invista em treinamentos e qualifique suas equipes no intuito de preservarem melhor seus veículos, se atentarem às boas práticas de condução e manutenção, além de seguirem na prática tudo o que foi estabelecido nas políticas internas da empresa.

Isso ajuda a manter mais qualidade nas operações, reduzir custos e a conscientizar e orientar seus funcionários.

Tecnologia de gestão

Hoje, falar em gestão eficiente sem o uso de tecnologias é quase que impossível. Para a gestão de frotas em especial, a implementação de um TMS (Transportation Management System) é estratégia indispensável para qualquer empresa que busca controlar, monitorar e tomar ações mais assertivas em suas operações.

O TMS permite gerir custos de forma mais eficiente, monitorar entregas, personalizar informações e dados (por motorista, carga, caminhão etc.), gerar relatórios gerenciais e calcular a depreciação de veículos com base em número exatos.

Enfim, essas são algumas dicas sobre como calcular a depreciação de veículos na frota de sua empresa, além de levantar os principais impactos e riscos que a ausência dessa prática pode acarretar para seu negócio. Como vimos, não há receitas prontas para tal procedimento, porém, o mercado dispõe de avançadas ferramentas e métodos, que certamente tornarão sua gestão muito mais eficaz.

Gostou? Quer conhecer melhor essas ferramentas de gestão de frota e entender quais soluções elas trariam para o seu negócio na prática? Então, converse agora com um de nossos especialistas e agende uma apresentação de nossos sistemas.

Que tal também conferir o passo a passo para reduzir o custo com a frota? Assista ao vídeo abaixo!

OnBlox é uma empresa de desenvolvimento de softwares para gerenciamento logístico.

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