8 Cuidados para o armazenamento de produtos perecíveis

Com características específicas e cuidados redobrados, o armazenamento de produtos perecíveis é tarefa complexa e desafiadora para a gestão de empresas do setor alimentício.

Isso porque, muito além de investimentos necessários em tecnologias e infraestrutura de seus armazéns, estas companhias precisam, também, atender a inúmeras normas e procedimentos de segurança e qualidade para garantirem a integridade desses itens desde a cadeia de suprimentos até a mesa do consumidor final.

E justamente para entender melhor quais são essas especificidades do armazenamento de produtos perecíveis e quais cuidados as empresas do setor alimentício precisam estar atentas em seus Supply Chain, preparamos esse post sobre o tema, destacando algumas dicas e informações úteis. Acompanhe!

Afinal, o que difere o armazenamento de produtos perecíveis de outros itens?

Por se tratar de produtos mais frágeis ao tempo e ao ambiente, o armazenamento de perecíveis requer cuidados especiais, que nem sempre são precisos em outros itens.

Isso vai desde uma adequação ideal dos espaços do estoque, levando em consideração, por exemplo, questões como luminosidade, umidade e ventilação, até a manipulação recomendada para cada tipo de produto.

Sendo assim, há uma infinidade de cuidados necessários para o armazenamento de produtos perecíveis na logística e, claro, além das questões operacionais mais delicadas, isso demanda também mais investimentos em tecnologias, ferramentas, equipamentos e mão de obra especializada.

Por isso, ao se falar sobre armazenagem de perecíveis, ainda que os cuidados necessários possam variar de produto a produto, podemos dizer que, de uma forma geral, esse tipo de cadeia de suprimento deve se basear no conjunto de três pilares essenciais: tecnologia, infraestrutura adequada e especialização de mão de obra.

Quais os principais cuidados no armazenamento de produtos perecíveis?

Conforme destacamos acima, os cuidados com o armazenamento de produtos perecíveis na logística do setor alimentício podem ser variáveis de acordo com as especificidades de cada empresa.

No entanto, se trouxermos isso para um panorama geral, podemos mensurar alguns cuidados mais comuns para quase todo tipo de produto perecível.

Para exemplificar melhor, destacamos alguns fatores essenciais. Confira!

1. Método de armazenagem

O primeiro e talvez mais importante fator estratégico dentro de uma gestão de estoque de produtos perecíveis é a definição do melhor método de armazenagem desses itens.

Ainda que isso não seja uma regra geral, o modelo mais recomendado para a logística do setor alimentício é o FIFO (First In First Out), que na tradução literal para o português significa "Primeiro que Entra, Primeiro que Sai."

Com essa lógica, o método FIFO de armazenagem visa padronizar a movimentação interna do armazém, de forma a sempre priorizar a saída do item que entrou primeiro no estoque.

Na prática, isso permite criar um giro de estoque dinâmico e frequente, evitando, por exemplo, que alguns produtos permaneçam muito tempo estocados e acarretem problemas, como a perda de validade e desperdícios.

Por isso, o primeiro cuidado ao se levar em consideração ao armazenamento de produtos perecíveis é a definição e implementação desses métodos de armazenagem estratégica, que garantam uma movimentação mais adequada e com menos riscos.

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2. Infraestrutura adequada

Outro fator fundamental entre os cuidados necessários com o armazenamento de produtos perecíveis é a infraestrutura disponibilizada no armazém e também no transporte desses itens.

Equipamentos como câmaras frigoríficas, contêineres refrigerados, caixas térmicas, recipientes especiais, entre outros, são apenas alguns exemplos comuns de infraestruturas necessárias em muitos casos no setor alimentício e que, nem sempre, são de conhecimento de outros setores, por exemplo.

Além disso, os espaços e sistemas de armazenagem desses itens nos centros de distribuição precisam levar em consideração fatores essenciais como luminosidade adequada, ventilação, temperaturas, umidade, riscos de contaminação e, em alguns casos mais específicos, até mesmo a presença de ruídos.

Para conseguir atender a tudo isso, é fundamental que a empresa realize estudos e planejamentos estratégicos, antes mesmo de escolher o layout e equipamentos necessários para o seu armazém.

3. Manipulação correta dos produtos

Um dos cuidados mais essenciais no armazenamento de produtos perecíveis é a manipulação destes itens, respeitando suas necessidades, especificidades e recomendações.

Isso vale tanto para o transporte de entregas, como para a própria movimentação interna no armazém.

Para isso, reforça-se a importância não apenas de equipamentos e maquinários adequados, como também da mão de obra capacitada e especializada no segmento.

Como dica, a criação de procedimentos e de políticas internas pode ajudar a padronizar e a reforçar as boas práticas sobre a manipulação destes produtos ao longo das operações.

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4. Atendimento às normas sanitárias

Um outro desafio comum na gestão de estoques no setor alimentício é a questão do cumprimento de normas sanitárias, que no Brasil, são definidas e orientadas pela Anvisa e outros órgãos fiscalizadores.

Para isso, é fundamental que o gestor tenha conhecimento pleno dessas regras e que busque, de forma transparente e eficaz, cumpri-las para se evitar penalidades, mas acima de tudo, para garantir a qualidade e a segurança dos produtos da empresa.

5. Controle de processos

Toda cadeia de Supply Chain requer controles apurados de seus processos, mas isso se reforça ainda mais quando tratamos de armazenamento de produtos perecíveis.

Desde o recebimento dos itens às docas do armazém, até o carregamento para a entrega final, há uma infinidade de etapas e cuidados a serem seguidos dentro da intralogística. E no caso do setor alimentício, esses controles passam a ser ainda mais detalhados e delicados.

Para exemplificar melhor, imagine um depósito de alimentos perecíveis com uma infinidade e variedade de itens sendo recebidos todos os dias. Para manter a integridade dos mesmos e evitar problemas como contaminações ou perdas de produtos por expiração de validades, os operadores precisam se atentar desde os endereços corretos na armazenagem, até a realização de um picking estratégico que considere datas, números de lotes, fornecedores e outras informações.

Realizar tudo isso de forma manual ou sem a definição de controles prévios, certamente pode acarretar gargalos ou mesmo em prejuízos incalculáveis para a gestão.

Sendo assim, mapear os processos e investir em ferramentas adequadas e capazes de monitorar e controlar cada item existente em seu armazém são estratégias indispensáveis na logística de produtos alimentícios.

6. Tecnologia de ponta

Aproveitando um pouco o gancho do tópico acima, controles mais apurados em estoques dinâmicos e com grande diversidade de itens só se tornam possíveis a partir de sistemas avançados para a gestão de estoque.

Para isso, o uso de um sistema WMS (Warehouse Management System) é o que há de mais completo e recomendado no mercado atualmente.

A partir das funcionalidades dessa ferramenta, somado ao uso de coletores de dados, seus operadores passam a ter controles totais de cada etapa do supply chain, desde a portaria, até a expedição.

7. Realização de inventários

Um ponto fundamental entre os principais cuidados com o armazenamento de produtos perecíveis é a realização frequente de inventários no estoque.

No entanto, apesar de ser uma prática recorrente e de conhecimento de praticamente todos os gestores, ainda é comum encontrar empresas insistindo em procedimentos manuais ou demorados para a contagem dos itens em suas prateleiras.

Na prática, além de demandar tempo, isso pode acarretar gargalos, retrabalhos e até mesmo erros, o que pode ocasionar em perdas de produtos, pedidos errados e até mesmo aumento de custos.

Da mesma forma que um sistema WMS ajuda a otimizar os processos da cadeia de suprimentos, ele pode ser aplicado também para agilizar e aumentar a acuracidade de seus inventários, operando sempre com base em dados previamente cadastrados no sistema e sem riscos de erros ou falhas de comunicação.

8. Mão de obra capacitadas

Por fim, outro cuidado imprescindível no armazenamento de produtos perecíveis que toda empresa do setor alimentício deve levar em consideração é a capacitação de mão de obra disponível em suas operações.

Isso pode ser trabalhado a partir de treinamentos, contratações diretas ou pela terceirização de parceiros estratégicos no mercado.

Quais os principais riscos inerentes ao armazenamento de produtos perecíveis?

Sabendo os cuidados necessários comuns na intralogística do setor alimentício, podemos destacar alguns dos problemas e riscos mais inerentes aos processos de armazenamento de produtos perecíveis.

São eles:

  • perda de produtos - falta de controles, armazenagem inadequada e baixo giro do estoque podem ocasionar esse tipo de problema;

  • aumento de custos - empresas com alto índice de perdas e com processos ineficientes para a gestão de estoque tendem a gastar mais;

  • falta de controles internos - a ausência de métodos e ferramentas adequadas para a gestão de estoque de perecíveis pode acarretar a falta de controles e outros problemas no Supply Chain;

  • Contaminações - os alimentos perecíveis podem contaminar e ser contaminados por problemas na armazenagem, o que coloca em risco a segurança do consumidor e a imagem de sua empresa;

  • Multas e penalidades - além dos riscos destacados acima, a inadequação do armazenamento de produtos perecíveis pode acarretar multas e penalidades para empresa pelos órgãos fiscalizadores.

Qual a importância de otimizar os processos de armazenagem de perecíveis?

Levando em consideração todos os riscos destacados acima, buscar a otimização dos processos de armazenamento de produtos perecíveis visa, em primeiro lugar, evitar qualquer um desses tipos de problemas.

No entanto, a otimização da gestão de estoques vai muito além disso na prática. Afinal, ao conseguir cumprir com todos os procedimentos de segurança e qualidade que estes produtos necessitam e somar outros fatores como eficiência operacional de seu Supply Chain, certamente sua cadeia de suprimentos atingirá outros níveis de eficácia.

Para exemplificar melhor, listamos algumas das vantagens práticas em se otimizar a armazenagem de produtos perecíveis:

  • redução de custos;

  • agilidade nos processos internos do armazém;

  • maior controle do estoque;

  • redução de perdas e desperdícios;

  • maior acuracidade dos inventários;

  • integração entre etapas do supply chain;

  • eliminação de erros e falhas na comunicação e em processos manuais;

  • maior giro do estoque.

E como otimizar a gestão de estoque de produtos perecíveis?

Como vimos até aqui, os desafios do armazenamento de produtos perecíveis são inúmeros na logística do setor alimentício.

Dessa forma, reforçamos a ideia de que a otimização dos processos internos do Supply Chain é a estratégia fundamental para melhorar a qualidade e reduzir os riscos inerentes a essas operações.

Para isso, a soma de ferramentas tecnológicas adequadas, capacitação profissional e especialização é ponto crucial para o sucesso de qualquer empresa neste setor.

E no quesito tecnologia, indiscutivelmente a implementação e uso de um sistema WMS na gestão de estoque é fator imprescindível para a otimização de ponta a ponta de toda a cadeia de suprimento de produtos perecíveis.

Por meio do software, todas as questões abordadas ao longo do texto, como necessidade de controles mais apurados (como datas de validade, números de lote, tipo de SKU etc.) passam a ser automatizadas e podem ser personalizadas, conforme as exigências da operação.

Com isso, elimina-se riscos, perdas e custos ao longo do Supply Chain, além de agregar mais velocidade, segurança e qualidade aos processos.

Em resumo, essas são algumas dicas essenciais sobre os principais cuidados com o armazenamento de produtos perecíveis, em especial, na logística do setor alimentício. Como vimos, muito mais do que cumprir exigências e regras necessárias, a otimização desses processos permite agregar inúmeros valores à empresa, inclusive, garantindo mais qualidade e experiência na mesa do consumidor final.

Gostou do post? Quer saber mais dicas sobre otimização em processos logísticos? Então, aproveite para baixar nosso passo a passo de como organizar a sua logística de distribuição.


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