O que saber sobre alinhamento e balanceamento da frota

Será que você tem o controle total sobre os ativos do seu negócio? A realidade é que bons gestores fazem deste o elemento central de seu trabalho. Pensando no caso de empresas que lidam com transporte, é muito importante saber mais sobre questões como o alinhamento e balanceamento da frota, por exemplo, pois esse tipo de abordagem vai muito além de práticas simples de revisão. Ela precisa fazer parte de uma política de manutenção mais sofisticada, capaz de trazer resultados reais.

A seguir, saiba tudo o que é necessário sobre alinhamento e balanceamento da frota, considerando tanto a parte estrutural quanto a estratégica.

O que é o alinhamento e balanceamento da frota

Todo tipo de veículo automotor, seja ele de menor ou maior porte, precisa de rodas para circular. Essas rodas devem atuar como conjunto, ou seja, com equilíbrio entre elas - não só para evitar o desgaste maior de um pneu em relação ao outro, mas também para garantir que a integridade do veículo não seja afetada.

A essa ação conjunta, damos o nome de alinhamento. Assim, o alinhamento nada mais é do que o funcionamento adequado das rodas, quando elas circulam de acordo com as especificações do fabricante, considerando questões como paralelismo e contato com o solo.

Para que isso aconteça, é preciso ir além de simplesmente considerar exclusivamente os pneus. O funcionamento correto dessa estrutura envolve, também, elementos que conectam as rodas ao veículo e permitem essa ação conjunta. Assim, estamos nos referindo a componentes, como a suspensão e os rolamentos, por exemplo, e seu melhor funcionamento. Quanto a isso, a abordagem necessária para garantir qualidade na operação é o que chamamos de balanceamento.

O balanceamento é um procedimento que busca garantir maior segurança e eficiência para o veículo, avaliando se os elementos que permitem o melhor funcionamento dos pneus estão em ordem.

Leia também: como e quando fazer o rodízio de pneus no caminhão? 

Para que servem o alinhamento e balanceamento da frota

A ideia é que você tenha como garantir que elementos fundamentais para manter o seu veículo em circulação estejam de acordo com as especificações de quem o fabricou. Assim, componentes como borrachas e buchas, por exemplo, são reavaliados em função de seu desgaste natural, uma vez que os próprios fabricantes preveem problemas dessa natureza com o tempo, e já preparam soluções para aumentar a durabilidade dos veículos para seus clientes.

No caso do veículo mais pesado, como o caminhão, esse cuidado se torna ainda maior, uma vez que ele pode lidar diariamente com trajetos mais acidentados, com trepidações que podem diminuir a vida útil do veículo.

Por se tratar de práticas que, se realizadas dentro de uma política de gestão de frotas racional, costumam gerar economia para a empresa, alinhamento e balanceamento podem ser entendidos como dois dos mais importantes procedimentos a serem feitos na revisão e manutenção dos veículos.

No geral, quando a empresa estabelece padrões para manter seus veículos em ordem, ela consegue criar meios para garantir diferenciais no longo prazo, como:

- economia nos procedimentos de manutenção;

- melhor rendimento dos veículos;

- maior segurança para os condutores;

- controle sobre seus ativos.

Os tipos de alinhamento

No geral, podemos dizer que existem 3 tipos comuns de alinhamento que são realizados nos veículos. Saiba sobre eles na sequência.

1. Convergência ou divergência

O método da convergência ou divergência de pneus é realizado quando existe um problema em relação ao ângulo horizontal das rodas. Em resumo, para saber se é necessário fazer o procedimento, basta observar se as extremidades dianteiras estão voltadas para dentro, enquanto as traseiras continuam para fora, ou então se os pneus estão voltados para fora nas extremidades dianteiras em comparação com as traseiras. No primeiro caso, temos rodas convergentes e, no segundo, divergentes.

2. Câmber

Quando nos referimos à suspensão dos veículos, podemos falar do câmber e do cáster. A diferença é simples: enquanto o câmber diz respeito à medida lateral, o cáster é o ângulo que compreende a medida frontal.

Quando é diagnosticado um desalinhamento no câmber, as consequências podem ser sérias, como a deformação dos pneus e danos na banda de rolagem.

Por esse motivo, é preciso considerar a tolerância de cambagem de cada veículo de acordo com a marca e o fabricante, com especial atenção a procedimentos posteriores a colisões laterais e impactos maiores.

3. Cáster

Tecnicamente, o cáster tem a ver com a posição ocupada pelo pino mestre diante do ponto de fixação no centro do pneu. Assim, o módulo de cáster deve seguir as especificações de cada marca, pois existem variações de acordo com o tipo de pneu e o modelo do veículo.

Geralmente, é na troca regular dos componentes envolvidos que a empresa consegue fazer com que o sistema siga operando com segurança.

Os tipos de balanceamento

Em relação ao balanceamento, os tipos podem ser de 3 categorias, no caso:

- o balanceamento estático;

- o balanceamento dinâmico e;

- o balanceamento combinado.

A diferença entre eles se dá em relação à vibração das rodas. No caso do balanceamento estático, é verificado se há distribuição de peso uniforme nas rodas, seguindo sempre o mesmo sentido. Isso faz com que a roda fique saltando, gerando um efeito de maior intensidade de vibração no volante, geralmente perceptível pelo condutor.

No balanceamento dinâmico, a roda vibra na horizontal de maneira muito acentuada, causando aquele efeito de “bambolê” no veículo, provocando desgaste maior nos componentes da suspensão.

Já no balanceamento combinado, existe uma espécie de soma dos dois balanceamentos anteriores, ou seja, a roda pula e gira horizontalmente ao mesmo tempo.

Assim, da identificação do tipo de vibração que o veículo apresenta é que fica evidente a correção necessária, sendo muito comum que esse procedimento seja recomendado a cada 10.000 km rodados pelo veículo, ou, então, a cada troca de pneus, sinais anormais de vibração no volante e desgaste irregular e reparos nos pneus e nas câmaras de ar.

O ideal é que exista uma programação para que a empresa tenha maior controle sobre alinhamento e balanceamento.

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Principais pontos de atenção na frota

É preciso evitar tanto o consumo em excesso quanto o desgaste prematuro dos pneus e demais componentes envolvidos. A melhor maneira de fazer isso é tendo atenção especial a determinados sinais que indicam problemas envolvendo as rodas. Será a partir disso que abordagens como o alinhamento e balanceamento serão recomendadas. Entre outras medidas, é importante observar:

- a programação recomendada pelo fabricante, para que sejam executados procedimentos como a vistoria e a troca de componentes como filtros e correias, por exemplo;

- como se dá o desgaste nos pneus, já que em casos de divergências significativas, esse pode ser um sinal de desalinhamento. Vale observar, também, a integridade da borracha, seja nas laterais, seja nas bandas de rodagem, além da profundidade dos sulcos;

- o equilíbrio do veículo, pois caso o motorista sinta dificuldade excessiva em controlá-lo em linha reta, isso é indício de que as rodas estão desalinhadas, pois podem estar puxando o veículo para determinada direção. Outro sinal de desequilíbrio acontece quando o motorista freia, e o veículo tende sempre para um dos lados, demonstrando que as rodas estão desiguais;

- o comportamento do veículo após passar por obstáculos ou impactos nas vias, pois isso costuma gerar deformação nos pneus, danificar as rodas e até quebrar peças de suspensão. Em casos assim, o indicado é fazer a revisão o quanto antes para garantir o alinhamento e balanceamento adequado do veículo;

- eventuais trepidações no veículo ao guiar, já que, como visto, este tende a ser um sinal de problema de balanceamento. Isso aparece mais quando o motorista dirige sob velocidades mais elevadas e, no caso específico do caminhão, pode revelar problemas como o desgaste de buchas e maiores diferenças de ângulos dos pneus.

Além disso, sempre é bom destacar que os veículos devem ser submetidos a trocas periódicas ou rodízio de pneus para impedir que o desgaste das rodas se acentue, e isso influencie na geometria da suspensão.

Da mesma forma, bandejas, batentes e amortecedores, entre outros componentes, quando são substituídos, também alteram o alinhamento do caminhão, o que exige um novo procedimento de alinhamento e balanceamento para garantir que essas mudanças não afetem o desempenho do veículo nas ruas.

Porque fazer o alinhamento e balanceamento da frota na hora certa

A realidade é que, se você se preocupa com a logística do seu negócio, precisa ter atenção aos ativos que permitem que ela seja realizada adequadamente. Em relação aos veículos, alguns aspectos podem passar despercebidos por gestores, mas eles fatalmente serão devidamente assimilados por outros que se destacam na sua atuação. Entre esses elementos está o alinhamento e balanceamento dos caminhões. É necessário compreender que esse tipo de veículo só vai funcionar em seu pleno desempenho se esses procedimentos estiverem em dia. Isso gera economia no longo prazo, além de eficácia e, principalmente, segurança para o condutor.

Ao evitar problemas, como rodas que pendem para um lado ou sistemas com defeito, você atua de maneira a proteger o motorista que transporta suas mercadorias diariamente, muitas vezes em estradas perigosas, como tantas no Brasil. Isso ajuda a evitar acidentes e conserva a reputação da sua empresa no mercado.

Em resumo, alinhamento e balanceamento são medidas que servem para preservar não somente as rodas, mas também os freios e a própria suspensão dos caminhões, mantendo sua frota circulando com qualidade ao longo de seus trajetos.

Qual é o momento ideal para fazer alinhamento e balanceamento dos veículos

Quando você lida com uma frota de veículos, o mais importante é estabelecer estratégias para cuidar deles, já que é questão de tempo para que comecem a apresentar os primeiros problemas. Assim, a ideia é que você se planeje para amenizar esse tipo de impacto e aumentar a vida útil desses ativos tão importantes para a sua empresa.

Em relação a isso, tome como referência a marca de 10 mil quilômetros rodados, mas é importante que você tenha atenção ao que diz o seu fabricante, porque determinados modelos podem sugerir uma intervenção até mais demorada, chegando a 15 mil quilômetros rodados.

Além disso, não deixe de executar esses procedimentos sempre que precisar trocar ou reparar os pneus, ou ainda fazer intervenções como a desmontagem de alguma roda ou o conserto da câmara de ar. Mesmo sinais, como o de instabilidade na condução e trepidações constantes, também precisam ser identificados para que você faça o alinhamento e balanceamento antes de chegar a essa distância mínima sugerida.

No geral, o mais importante, não só pensando no alinhamento e no balanceamento dos veículos, mas também nos diferentes processos que permitem garantir o seu melhor funcionamento, é que você seja capaz de criar um calendário de revisões da frota, estabelecendo um programa para que, no momento certo, tenha como fazer os procedimentos necessários, de preferência, contando com profissionais qualificados para tanto.

Os tipos de manutenção e como fazer

Tenha em mente que você precisa trabalhar com três tipos possíveis de manutenção, no caso:

- A preventiva, que basicamente permite que a empresa atue na prevenção de problemas, como quebra de equipamentos e desgaste nos aparelhos, seguindo uma programação para o controle de peças e sistemas;

- A preditiva, que nada mais é do que um acompanhamento periódico de equipamentos, máquinas e processos por meio de eventos, como inspeções que se dedicam a análises de vibração, verificação visual, entre outros, e;

- A manutenção corretiva, que precisa ser acionada sempre que é necessário corrigir eventuais falhas.

Perceba que, mesmo o alinhamento e balanceamento de veículos sendo encontrado em cada uma dessas situações, o natural é que essa seja uma abordagem de caráter preventivo, visando garantir a segurança envolvendo os caminhões.

Por fim, saiba que é possível otimizar esse processo quando você conta com recursos tecnológicos. Existem diferentes soluções, como o alinhamento 3D, por exemplo, que permitem maior grau de precisão na avaliação do alinhamento, uma vez que esse serviço é viabilizado a partir de uma plataforma de sensores que atua sobre os parâmetros x, y e z.

Recomendamos, também, que você trabalhe com indicadores de desempenho, os chamados KPIs, que são ferramentas capazes de dar a devida dimensão do desempenho dos processos enquanto eles estão sendo realizados.

Inserindo a tecnologia no controle de processos como o alinhamento e balanceamento e, indo além, atuando no controle das informações geradas, sua empresa tem como garantir que os procedimentos sejam realizados sempre de acordo com as exigências e, assim, com a melhor gestão possível da frota.

Quer saber como trabalhar com esses indicadores do jeito certo? Então, saiba o que são os KPI de gestão de frota e como mensurá-los.

 

OnBlox é uma empresa de desenvolvimento de softwares para gerenciamento logístico.

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